Outro dia, eu e o meu marido fomos assistir A Dama de Ferro. Confesso que nada conhecia sobre a Margaret Thatcher, apenas que ela havia sido Primeira Ministra e que tinha fama de durona.
Se eu esperava um filme sobre o triunfo da figura feminina no campo político, terreno predominantemente machista, dei-me mal. Porque o filme começa exatamente retratando os delírios senis da mente dela.
O filme alterna, ora triunfos e fatos políticos, ora os devaneios que a sua mente avançada (em duplicidade mesmo) provoca.
Uma mulher tão ilustre, conhecida pelo mundo, que contribuira para o seu país... no final, acaba sendo uma senhora de idade, esquecida e solitária.
O tempo é uma coisa muito triste. O tempo muda as pessoas. O tempo muda tudo. Ou pelo menos, quase tudo.
Tão poderosa e irredutível no seu auge, tão frágil e vulnerável no seu tempo outonal.
Embora os meus pais não tenham essa idade avançada, o filme me fez pensar neles.
As minhas memórias de pai e mãe fortes se mesclam com a figura atual, dependentes de mim. Agora que trabalhamos juntos, nos temos uma relação de dependencia horizontal, não mais uma relação vertical somente.
É. O tempo passou e a filhinha cresceu.
E os meus pais estão envelhecendo.
Aliás, todos nós estamos envelhecendo.
No final, saí do filme pensando em ter maior paciencia e tolerancia com os meus pais e os meus sogros. Idade não é algo fácil de encarar e eles estão passando por isso. Cabe a mim, filha e nora, acompanha-los e caminhar junto com eles auxiliando e dando apoio. Ainda que, em algumas horas, essa tarefa me frite os nervos...
E olha, realmente, os meus nervos se fritam em alguns momentos...
Esse negócio chamado VIDA até que é justo. Todos nascem, crescem, envelhecem e morrem..
Talvez fosse tudo igual, a não ser a sua pessoa e o seu caráter que fossem torná-la diferente e única.
´´Cuidado com seus pensamentos porque eles podem se tornar palavras. ´
Cuidado com suas palavras porque elas podem se tornar ações.
Cuidado com suas ações porque elas podem virar hábitos.
Cuidado com seus hábitos porque eles podem se tornar seu caráter.
E cuidado com seu caráter, porque ele pode se transformar em seu destino.
Nós nos tornamos o que pensamos”
-- Margaret Thatcher
Au revoir
domingo, 4 de março de 2012
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