quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Mudança
Coitado do meu blog que está tão abandonado e solitário. Depois de quase 5 meses de hiato, chegou a hora de ressucitá-lo.
Não foi por falta de inspiração ou assunto que criou esse vácuo literário. Na verdade, foi mais um medo inexplicável que me acometeu. Medo de admitir nova realidade. Medo de aceitar um fato que não havia assimilado ainda. Medo de registrar um fato e algo de ruim acontecer, e depois, ter que conviver com um registro triste do que poderia ter sido.
Bom, depois de todo esse floreio, vamos finalmente ao fato. Eu estou grávida.
Como a sinceridade é uma das minhas mais afiadas qualidades, preciso dizer que a maternidade é um assunto não tão simples para mim. Nunca fui daquelas mulheres que sonharam em se casar e fazer um monte de filhos. Nada contra quem os tem. Mas nunca me vi sendo uma boa (ou mesmo uma meia-boca) mãe.
Casei-me com 28 anos e hoje eu tenho 35. E como o relógio biológico não para, eu e o marido decidimos ter um filho.
Na verdade, foi no ano passado que decidimos. Mas me dei de cara com uma ferida no colo do útero, tive que cauterizar apesar de pequena a lesão, aí foram mais meses... É engraçado que eu, diante dessa situação, temia pela infertilidade. Sempre tão receosa e medrosa de perder a minha vida e a minha liberdade, mas quando pensei que poderia ser inviável, confesso que morri de medo.
Paranóia minha porque, afinal, era um procedimento simplíssimo que era uma questão de tempo apenas.
Bom, o mes de abril a sorte estava lançada.
E a sorte, de fato, foi lançada porque já engravidei.
Hoje, estou começando o sexto mes de gravidez.
Agradeço muito a Deus por esse timing do pologui chegar. Porque, se demorasse, eu que sou ansiosa, ia ter um ataque.
O começo da gravidez foi meio surreal. Tive que ficar 3 semanas de repouso devido a nidação. Coisa comum, mas que me fez temer pela vida do pequeno.
Tive enjoos constantes, aliados a indigestão, refluxo, cansaço... Senti-me um caco nas primeiras 15 semanas. Nem deu pra refletir sobre o fato de me tornar mãe e responsável por outra vida, pois o mal estar era muito grande.
Quando começou a melhorar um pouco, veio-me uma infecção urinária com cólicas fortes, que me puseram de repouso absoluto praticamente um mes. Mais mal estar, medo de dar algo errado, estresse, ansiedade...
Bom, este mes eu comecei a melhorar de tudo, tive alta do repouso (que estava já denegrindo o que sobrava da minha índole) e lentamente voltei a vida normal.
Sinto dor no lombar e nos musculos e ligamentos que sustentam o útero, não tenho mais posição para dormir, minha pele está pigmentada em partes muito inesperadas, a barriga cresce, o quadril se alarga...
Bom, se for citar todos os incomodos e dores não haveria fim...
E como as minhas amigas dizem, isso tem prazo certo para terminar. Pois é.
Semana passada eu fiz o ultrasom morfológico e descobrimos um menino saudável. Perfeito e pequenino ainda... (Mas talvez grande para a sua idade... hahaha)
Os movimentos fetais se tornam mais evidentes a cada dia e finalmente me dou conta de que há um ser dentro de mim. Que depende de mim pra crescer até ver a luz do sol.
Sentir-se grávida, finalmente, aos 6 meses é ainda surreal para mim.
Vejo que a minha vida vai mudar, de maneira definitiva, e estaria mentindo se disse que não tenho mais receios. Mas, agora não tem mais volta. E por mais que eu seja receosa em relação a qualquer mudança de rotina, preciso admitir que há mudanças boas. Mudanças que superam as minhas expectativas e imaginações.
Fico pensando se serei uma boa mãe. Se não repetirei os mesmos erros dos meus pais, se não repetireo os erros que cometo comigo mesma...
Boa mãe não sei. Mas serei mãe. Sinto algo gelado no peito em dizer isso... Mãe.
Será que eu vou mudar também, a minha pessoa, o meu caráter... Acho que sim. Mas eu quero deixar claro a mim mesma que vou continuar sendo EU MESMA. Que não vou ser daquelas pessoas que se anula em função do filho, criando uma expectativa doentia e um débito da falta das minhas realizações num outro ser humano. Acho eu, que é mais saudável assim. Talvez eu esteja dando uma de sábia porque não passei por isso ainda, talvez tudo mude na hora e eu me torne obcecada. Mas enquanto eu penso como eu mesma, eu quero ser assim.
Talvez eu não saiba (provavelmente...) o que eu quero ser, muito menos como ser. Esse mar de incertezas é que me deixam um pouco mais receosa. Mas de alguma forma, vou tirar isso de letra. Se não, penarei mas sobreviverei. Aliás, eu e o pequeno sobreviveremos muito bem.
Como a vida da gente muda..
Este post está super confuso e sem nexo. Talvez como a minha cabeça agora... E a tendencia é piorar, lógico, hahaha.
O bebe está chutando muito agora. Acho que ele concorda em tudo comigo. Hahaha...
Au revoir
E este blog se tornará mais ativo também...
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Eu sou mais eu!
Pois é. Quem gosta de surpresas... EU ODEIO SURPRESAS EM GERAL. Só se forem boas, porque a maioria delas é ruim. Ao longo dos anos, deparo-me com problemas (tchanan!! surpresa!!) que eu nem imaginava existir. Elas surgem do nada e te espancam de um jeito que a pessoa fica desnorteada por um tempão, tentando recaptular a identidade.
Posso dizer que tenho dado de cara com algumas nessas últimas semanas. Eu, como uma pessoa amicíssima do Murphy, nem me assusto mais. Tento respirar fundo, manter a calma e não perder a beleza. Nem descer do salto, no sentido figurado, claro.
Lembro-me vagamente que, dez anos atrás, eu pensei: eu decido que tipo de pessoa vou me tornar diante as circunstancias que me forem dadas. As circunstancias, as m*&¨%& da vida a gente não controla. Mas eu posso controlar sim, que tipo de pessoa vou me tornar durante e depois de tudo.
Vista a minha natureza pessimista, tento adotar um ponto de vista otimista e corajosa. Tento, porque nem sempre consigo. Faço a respiração do pilates e penso em não gerar rugas futuras... há!
No auge da minha sabedoria intrínseca adquirida ao longo dos trinta e alguns (af...) anos, posso dizer que eu gosto da pessoa que me tornei. Eu sou mais eu. Talvez eu gostaria de ter mais posses, menos peso aqui e ali.. Mas a minha essencia, o meu je ne sais quoi, é irresistível... Momento narcisa on...
Vivo o dia de hoje e viverei o de amanhã assim. Enfrentarei o que vier pela frente. As TPMs serão duras mas eu sempre me lembrarei de que EU SOU MAIS EU.
Au revoir
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Pós-viagem
Bom, o blog esteve meio (hein) abandonado porque eu estava sem inspirações literárias para escrever... Nesse meio tempo, viajei, voltei, dei de cara com a burocracia deste nosso país... Uma série de coisas se passaram...
Sobre a viage, foi proveitosíssima! Trabalhei non-stop, comi non-stop e aproveitei non-stop... Já entrei no avião de ida com saudades da viagem que estava a realizar... Não faz sentido, eu sei. Mas sou assim mesmo. Sem sentido, há! Realmente, desligar-se de sua rotina e se jogar em outro ambiente descansa a alma. Ainda que seja pra trabalhar...
Também posso dizer que as minhas aulas de frances valeram cada centavo!! Consigo entender bastante e me expressar melhor. Quase dá pra levar uma conversação trivial... Essa língua é uma música para os meus ouvidos...
Tentei ser menos turista (na medida do possível) e ser mais parisienne. Fui ver uma dança moderna no Theatre National de Chaillot, bom, que era modernoso demais para a minha restrita compreensão sobre o panorama da dança atual. A peça tinha tudo pra ser easy, afinal, o que se pode inventar sobre Orpheu... Mas a resposta é que a mente humana é muito criativa...
Fui ver Les Infideles, de Jean Dujardin, com direito a pipoca e chá verde. Não compreendi todo o filme (mais aulas já!!) mas foi super engraçado. Continuo não achando o Dujardin merecedor de um Oscar, mas guardemos opiniões pessoais.
Entrei de graça no Jardim de Rodin, porque dei sorte no dia, e almocei a melhor sopa de abóbora!! Uma delícia...
Fui atrás de tres livros que estavam esgotados em todas as livrarias que passei... Sinal que estava procurando best-seller, ou o contrario... Acabei optando por François Sagan e Romain Gary. Li um conto da Sagan, sentada com um coup de champanhe no Les Deux Magots. Em français, bien sur!
Esperar pessoas para jantar na Egllise de Saint Sulpice foi o máximo. Senti-me mais parisiense por esperar outros parisienses... hahaha... A pessoa aqui é doida mesmo.
Elegi o meu novo café preferido em Paris, no coração de Le Marais, e comi a torta de marron glacé... Uma sugestão do garçon após uma conversa animada sobre qual doce seria melhor para mim... Torta de castanha portuguesa, c´est magnifique!
Fiquei 2 hs na fila de H&M, para o launching de Marni... Isso foi coisa de fashion victim... Hahaha... Mas eu e mais centenas de pessoas estávamos lá. No frio. Paranóia coletiva é gostosa de vez enquando. Especialmente quando se trata de moda.
Arrematei o Converse da Comme des Garçons que estava namorando faz um ano! Yay!
Fish and chips 2x em Londres, com pint!! E me acabei na Primark. E me acabei trazendo as coisas que comprei na Primark (pura muamba, delícia!!) no trem e metro.
Fiz mais uma amiguitcha no Sephora de Madeleine... hahaha... Converso até com parede...
Mais conversas com Virginia e Chrystele...
E muito whatsapp, kakao e inbox com minhas amigas e marido. Por que será que é mais legal conversar com pessoas assim online?
E pra fechar a viagem com chave de ouro, briguei com o funcionário da aduana francesa e até soltei um putain!!! E guess what, j´ai gagné... hahaha!!! A vitória mais tarde brindada com champanhe demais, o que me levou ao mal estar..
Jejum absoluto no avião de volta por causa do mal estar, hahaha... Mas valeu!!
Onze dias de liberdade e voltei, descansada, menos estressada... Mais resignada a certas coisas também.
Saudades, sim. Mas é bom ter aonde voltar. Ter um lugar para se ter saudades. Ter um lugar onde voce sabe o que vai encontrar.
E também é bom voltar ao Home Sweet Home.
A tout a l´heure, Paris!
E bora trabalhar SP!
Au revoir
domingo, 4 de março de 2012
Reflexões randomicas
Outro dia, eu e o meu marido fomos assistir A Dama de Ferro. Confesso que nada conhecia sobre a Margaret Thatcher, apenas que ela havia sido Primeira Ministra e que tinha fama de durona.
Se eu esperava um filme sobre o triunfo da figura feminina no campo político, terreno predominantemente machista, dei-me mal. Porque o filme começa exatamente retratando os delírios senis da mente dela.
O filme alterna, ora triunfos e fatos políticos, ora os devaneios que a sua mente avançada (em duplicidade mesmo) provoca.
Uma mulher tão ilustre, conhecida pelo mundo, que contribuira para o seu país... no final, acaba sendo uma senhora de idade, esquecida e solitária.
O tempo é uma coisa muito triste. O tempo muda as pessoas. O tempo muda tudo. Ou pelo menos, quase tudo.
Tão poderosa e irredutível no seu auge, tão frágil e vulnerável no seu tempo outonal.
Embora os meus pais não tenham essa idade avançada, o filme me fez pensar neles.
As minhas memórias de pai e mãe fortes se mesclam com a figura atual, dependentes de mim. Agora que trabalhamos juntos, nos temos uma relação de dependencia horizontal, não mais uma relação vertical somente.
É. O tempo passou e a filhinha cresceu.
E os meus pais estão envelhecendo.
Aliás, todos nós estamos envelhecendo.
No final, saí do filme pensando em ter maior paciencia e tolerancia com os meus pais e os meus sogros. Idade não é algo fácil de encarar e eles estão passando por isso. Cabe a mim, filha e nora, acompanha-los e caminhar junto com eles auxiliando e dando apoio. Ainda que, em algumas horas, essa tarefa me frite os nervos...
E olha, realmente, os meus nervos se fritam em alguns momentos...
Esse negócio chamado VIDA até que é justo. Todos nascem, crescem, envelhecem e morrem..
Talvez fosse tudo igual, a não ser a sua pessoa e o seu caráter que fossem torná-la diferente e única.
´´Cuidado com seus pensamentos porque eles podem se tornar palavras. ´
Cuidado com suas palavras porque elas podem se tornar ações.
Cuidado com suas ações porque elas podem virar hábitos.
Cuidado com seus hábitos porque eles podem se tornar seu caráter.
E cuidado com seu caráter, porque ele pode se transformar em seu destino.
Nós nos tornamos o que pensamos”
-- Margaret Thatcher
Au revoir
Se eu esperava um filme sobre o triunfo da figura feminina no campo político, terreno predominantemente machista, dei-me mal. Porque o filme começa exatamente retratando os delírios senis da mente dela.
O filme alterna, ora triunfos e fatos políticos, ora os devaneios que a sua mente avançada (em duplicidade mesmo) provoca.
Uma mulher tão ilustre, conhecida pelo mundo, que contribuira para o seu país... no final, acaba sendo uma senhora de idade, esquecida e solitária.
O tempo é uma coisa muito triste. O tempo muda as pessoas. O tempo muda tudo. Ou pelo menos, quase tudo.
Tão poderosa e irredutível no seu auge, tão frágil e vulnerável no seu tempo outonal.
Embora os meus pais não tenham essa idade avançada, o filme me fez pensar neles.
As minhas memórias de pai e mãe fortes se mesclam com a figura atual, dependentes de mim. Agora que trabalhamos juntos, nos temos uma relação de dependencia horizontal, não mais uma relação vertical somente.
É. O tempo passou e a filhinha cresceu.
E os meus pais estão envelhecendo.
Aliás, todos nós estamos envelhecendo.
No final, saí do filme pensando em ter maior paciencia e tolerancia com os meus pais e os meus sogros. Idade não é algo fácil de encarar e eles estão passando por isso. Cabe a mim, filha e nora, acompanha-los e caminhar junto com eles auxiliando e dando apoio. Ainda que, em algumas horas, essa tarefa me frite os nervos...
E olha, realmente, os meus nervos se fritam em alguns momentos...
Esse negócio chamado VIDA até que é justo. Todos nascem, crescem, envelhecem e morrem..
Talvez fosse tudo igual, a não ser a sua pessoa e o seu caráter que fossem torná-la diferente e única.
´´Cuidado com seus pensamentos porque eles podem se tornar palavras. ´
Cuidado com suas palavras porque elas podem se tornar ações.
Cuidado com suas ações porque elas podem virar hábitos.
Cuidado com seus hábitos porque eles podem se tornar seu caráter.
E cuidado com seu caráter, porque ele pode se transformar em seu destino.
Nós nos tornamos o que pensamos”
-- Margaret Thatcher
Au revoir
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Fofoqueira, eu???
Fofocas.
Quem nunca fofocou que atire a primeira pedra.
Falar dos outros é algo muito natural e inerente ao ser humano.
Falar mal dos outros também acaba sendo.
Não tenho moral pra falar que não sou fofoqueira (tenho vergonha na cara pelo menos).
Sim, reconheço. Falo dos outros sim.
Mas a história é muito diferente quando se trata de voce.
Resumindo uma história longa numa frase sintética: há uma (talvez duas) pessoa que anda inventando coisas a meu respeito, esperando me prejudicar de alguma forma.
Quando fiquei sabendo, a minha reação foi de ira. Vontade de tomar satisfações, dar uns tabefes (!) e dizer uma boas verdades na cara desse individuo em questão.
Tres horas depois, pego-me pensando em inventar outras fofocas a respeito da meliante para revidar. Trazer a tona todos os podres que conheço e os que a minha mente pode inventar de maligno.
Passado alguns dias e a ira inicial, fico pensando se eu não fiz o mesmo com outras pessoas (ainda que seja sem querer, porque mal nenhum quis causar).
Falar dos outros é gostoso. Convenhamos. Não concorda? Então atire as suas pedras.
Mas qual o limite disso? Até onde nós podemos ir alegando uma inocente curiosidade?
Mais uma vez, convenhamos, a curiosidade é traiçoeira e costuma se transformar rapidamente em outras coisas mais sinistras.
Bom, concluindo, tudo isso me serviu de lição pra me vigiar mais atentamente.
Mas antes disso, serviu-me pra tomar mais cuidado com as pessoas. Realmente, existem pessoas que não são dignas de NADA. (na verdade, merecem muito ódio e maledicencias, mas não paguemos o mal pelo mal).
(Respira, abafa...)
Voltar as origens, conforme o post anterior.
Procurar, na minha mente limitada e insignificante, alguma lembrança do ser humano que Deus queria que me tornasse. Qualquer flash de semelhança a Ele vale. Aceitar as limitações humanas (as minhas inclusive)com muito esforço (acompanhado de muita negação no início)(Na verdade, talvez ainda me rebata...)
Tentar esquecer.
Pois o esquecimento é uma dádiva por Deus, não é mesmo...
Distancia de pessoas ruins e esquecimento seletivo e forçado mode ON.
Mas sabe, antes de concluir este post, preciso reconhecer que também posso ser má assim como a meliante. Até pior.
Poxa Deus, por que o ser humano é tão ruim... E por que mesmo assim, o Senhor me assumiu?
A graça de Deus é grande mesmo. Amazing grace. Bota amazing nisso.
Deus, obrigada. E faça com que eu possa aprender sempre, não somente com coisas boas, mas especialmente com coisas ruins.
Au revoir
Quem nunca fofocou que atire a primeira pedra.
Falar dos outros é algo muito natural e inerente ao ser humano.
Falar mal dos outros também acaba sendo.
Não tenho moral pra falar que não sou fofoqueira (tenho vergonha na cara pelo menos).
Sim, reconheço. Falo dos outros sim.
Mas a história é muito diferente quando se trata de voce.
Resumindo uma história longa numa frase sintética: há uma (talvez duas) pessoa que anda inventando coisas a meu respeito, esperando me prejudicar de alguma forma.
Quando fiquei sabendo, a minha reação foi de ira. Vontade de tomar satisfações, dar uns tabefes (!) e dizer uma boas verdades na cara desse individuo em questão.
Tres horas depois, pego-me pensando em inventar outras fofocas a respeito da meliante para revidar. Trazer a tona todos os podres que conheço e os que a minha mente pode inventar de maligno.
Passado alguns dias e a ira inicial, fico pensando se eu não fiz o mesmo com outras pessoas (ainda que seja sem querer, porque mal nenhum quis causar).
Falar dos outros é gostoso. Convenhamos. Não concorda? Então atire as suas pedras.
Mas qual o limite disso? Até onde nós podemos ir alegando uma inocente curiosidade?
Mais uma vez, convenhamos, a curiosidade é traiçoeira e costuma se transformar rapidamente em outras coisas mais sinistras.
Bom, concluindo, tudo isso me serviu de lição pra me vigiar mais atentamente.
Mas antes disso, serviu-me pra tomar mais cuidado com as pessoas. Realmente, existem pessoas que não são dignas de NADA. (na verdade, merecem muito ódio e maledicencias, mas não paguemos o mal pelo mal).
(Respira, abafa...)
Voltar as origens, conforme o post anterior.
Procurar, na minha mente limitada e insignificante, alguma lembrança do ser humano que Deus queria que me tornasse. Qualquer flash de semelhança a Ele vale. Aceitar as limitações humanas (as minhas inclusive)com muito esforço (acompanhado de muita negação no início)(Na verdade, talvez ainda me rebata...)
Tentar esquecer.
Pois o esquecimento é uma dádiva por Deus, não é mesmo...
Distancia de pessoas ruins e esquecimento seletivo e forçado mode ON.
Mas sabe, antes de concluir este post, preciso reconhecer que também posso ser má assim como a meliante. Até pior.
Poxa Deus, por que o ser humano é tão ruim... E por que mesmo assim, o Senhor me assumiu?
A graça de Deus é grande mesmo. Amazing grace. Bota amazing nisso.
Deus, obrigada. E faça com que eu possa aprender sempre, não somente com coisas boas, mas especialmente com coisas ruins.
Au revoir
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Back to the basic
Pois é. O tempo passa, o tempo voa, a poupança Bamerindus..nem existe mais...
Tem coisas que acabamos esquecendo por serem básicos, essenciais e importantes demais.
Nesses últimos domingos tenho percebido de algo importante que tinha caído no esquecimento: respeito.
Respeito.
Respeito a Deus, mais especificamente.
Eu corro tanto, enervo-me tanto, planejo tanto, estresso-me tanto... que acabo me esquecendo que tem alguém (beeemmm) maior lá em cima olhando por mim.
Ele devia estar pensando: calme-toi, ma fille.
Nada acontece ao acaso e tudo coopera a algo. Tudo conspira a Ele. E a minha história não é escrita apenas com as minhas duas mãos. Há alguém que escreve junto comigo cada parágrafo que preenche os dias.
Ops, tinha me esquecido dEle.
Não foi por mal. Mas tanta afobação e preocupação que a pessoinha aqui tem...
Foi mal, Senhor. Aliás, não foi por mal não. Agi como se eu mandasse em tudo e todos, e me esqueci do Senhor. Desculpa.
Quase ouço uma voz dizendo: Eu sei. Tudo bem, não tem problema. Eu te entendo. Acalma-te um pouco. Tudo vai dar certo na sua hora. Não se afobe. Respira fundo. Inspira - expira...
Não tivemos ainda uma conversa muito longa. Mas já me sinto tão melhor... Consigo respirar mais aliviada.
Eu ser dona da minha vida... de onde eu tirei isso...
Coisas básicas que carecem ser relembradas...
Marco na minha agendinha mental: respeito a Deus. Respeito ao amor que Ele tem por mim.
Au revoir
Tem coisas que acabamos esquecendo por serem básicos, essenciais e importantes demais.
Nesses últimos domingos tenho percebido de algo importante que tinha caído no esquecimento: respeito.
Respeito.
Respeito a Deus, mais especificamente.
Eu corro tanto, enervo-me tanto, planejo tanto, estresso-me tanto... que acabo me esquecendo que tem alguém (beeemmm) maior lá em cima olhando por mim.
Ele devia estar pensando: calme-toi, ma fille.
Nada acontece ao acaso e tudo coopera a algo. Tudo conspira a Ele. E a minha história não é escrita apenas com as minhas duas mãos. Há alguém que escreve junto comigo cada parágrafo que preenche os dias.
Ops, tinha me esquecido dEle.
Não foi por mal. Mas tanta afobação e preocupação que a pessoinha aqui tem...
Foi mal, Senhor. Aliás, não foi por mal não. Agi como se eu mandasse em tudo e todos, e me esqueci do Senhor. Desculpa.
Quase ouço uma voz dizendo: Eu sei. Tudo bem, não tem problema. Eu te entendo. Acalma-te um pouco. Tudo vai dar certo na sua hora. Não se afobe. Respira fundo. Inspira - expira...
Não tivemos ainda uma conversa muito longa. Mas já me sinto tão melhor... Consigo respirar mais aliviada.
Eu ser dona da minha vida... de onde eu tirei isso...
Coisas básicas que carecem ser relembradas...
Marco na minha agendinha mental: respeito a Deus. Respeito ao amor que Ele tem por mim.
Au revoir
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Feliz 2012
Feliz 2012... Já, 2012...
Os anos que passam já não são tão bem aceitos pela pessoa aqui. A cada dia que passa mais estou perto dos ..enta.. Crise de meia-idade de mulher moderna - AFE...
Os tempos mudaram. Quando a minha mãe tinha a minha idade, ela saíra da terra natal dela e eu e o meu irmão já tinhamos 11 e 5 anos, respectivamente. Ela desbravava um país estranho e novo, no qual ninguém havia para ampará-la.
Uma língua desconhecida, pessoas estranhas, costumes diferentes... E naquele tempo, o mundo não era globalizado como agora. Não existia internet, email, tv a acabo... Lembro dos meus pais chorando no aeroporto de Seul ao se despedirem de seus familiares, como se nunca mais fosse ve-los.
Os tempos mudaram. O mundo mudou. As pessoas mudaram.
Agora a terra tropical, antes estranha, é o lar. A terra natal, apesar de despertar um eterno perfume patrício, é uma terra estranha onde moram parentes e amigos que já não tem mais tanto contato nem afinidades. Nós nos tornamos estranhos e estrengeiros em toda e qualquer terra. Não há um sentimento de pertencer a um lugar específico.
Embora os meus pais neguem esse sentimento e se apeguem a idéia da pátria sonhada, sei que há um estranhamento entre eles e a vida deixada lá.
O fruto desse estranhamento sou eu. Em palavras bonitas e rebuscadas, eu seria cidadã do mundo. Em motes menos amigáveis, seria órfã de país.
Mas são outros tempos, repito. São outros tempos e não há mais necessidade nem orgulho em pertencer unicamente a um lugar específico neste globo.
Dado este prolixo contexto de não-pertencimento, o que há de se apegar quando falamos de personalidade e seus marasmos? Aliás, reformulando, no que eu me apego tanto quando me refiro a mim mesma, aos meus trejeitos e pareceres?
Por que continuar me apegando aos vícios de raciocínio e aos medos gerados pelos anos, se há um constante reformular e estranhar em mim em relaão a este mundo...
Ufa, depois desse fosforilamento todo, a minha resolução do ano é ser uma pessoa mais aberta a tudo. Aberta a novas idéias e horizontes, trabalhos e amigos, ambientes e experiencias... Ser menos EU e mais EU, ao mesmo tempo, se é que me compreende...
Porque, ao alto da sabedoria adquirida aos 34 anos, de nada vale a vida assistida de camarote. Pois a vida é pra ser vivida, experimentada, lambuzada, degustada... As vezes, desgostosa sim, mas há de sempre chegar o dia no qual tudo parece ser lindo e digno.
Ser feliz, sem questionar.
Tatear com as mãos vazias no escuro e dançar ao vento.
Deixar o vento desarrumar os cabelos.
Brincar ao sol.
Feliz 2012 a todos
Au revoir
Os anos que passam já não são tão bem aceitos pela pessoa aqui. A cada dia que passa mais estou perto dos ..enta.. Crise de meia-idade de mulher moderna - AFE...
Os tempos mudaram. Quando a minha mãe tinha a minha idade, ela saíra da terra natal dela e eu e o meu irmão já tinhamos 11 e 5 anos, respectivamente. Ela desbravava um país estranho e novo, no qual ninguém havia para ampará-la.
Uma língua desconhecida, pessoas estranhas, costumes diferentes... E naquele tempo, o mundo não era globalizado como agora. Não existia internet, email, tv a acabo... Lembro dos meus pais chorando no aeroporto de Seul ao se despedirem de seus familiares, como se nunca mais fosse ve-los.
Os tempos mudaram. O mundo mudou. As pessoas mudaram.
Agora a terra tropical, antes estranha, é o lar. A terra natal, apesar de despertar um eterno perfume patrício, é uma terra estranha onde moram parentes e amigos que já não tem mais tanto contato nem afinidades. Nós nos tornamos estranhos e estrengeiros em toda e qualquer terra. Não há um sentimento de pertencer a um lugar específico.
Embora os meus pais neguem esse sentimento e se apeguem a idéia da pátria sonhada, sei que há um estranhamento entre eles e a vida deixada lá.
O fruto desse estranhamento sou eu. Em palavras bonitas e rebuscadas, eu seria cidadã do mundo. Em motes menos amigáveis, seria órfã de país.
Mas são outros tempos, repito. São outros tempos e não há mais necessidade nem orgulho em pertencer unicamente a um lugar específico neste globo.
Dado este prolixo contexto de não-pertencimento, o que há de se apegar quando falamos de personalidade e seus marasmos? Aliás, reformulando, no que eu me apego tanto quando me refiro a mim mesma, aos meus trejeitos e pareceres?
Por que continuar me apegando aos vícios de raciocínio e aos medos gerados pelos anos, se há um constante reformular e estranhar em mim em relaão a este mundo...
Ufa, depois desse fosforilamento todo, a minha resolução do ano é ser uma pessoa mais aberta a tudo. Aberta a novas idéias e horizontes, trabalhos e amigos, ambientes e experiencias... Ser menos EU e mais EU, ao mesmo tempo, se é que me compreende...
Porque, ao alto da sabedoria adquirida aos 34 anos, de nada vale a vida assistida de camarote. Pois a vida é pra ser vivida, experimentada, lambuzada, degustada... As vezes, desgostosa sim, mas há de sempre chegar o dia no qual tudo parece ser lindo e digno.
Ser feliz, sem questionar.
Tatear com as mãos vazias no escuro e dançar ao vento.
Deixar o vento desarrumar os cabelos.
Brincar ao sol.
Feliz 2012 a todos
Au revoir
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