quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Mudança
Coitado do meu blog que está tão abandonado e solitário. Depois de quase 5 meses de hiato, chegou a hora de ressucitá-lo.
Não foi por falta de inspiração ou assunto que criou esse vácuo literário. Na verdade, foi mais um medo inexplicável que me acometeu. Medo de admitir nova realidade. Medo de aceitar um fato que não havia assimilado ainda. Medo de registrar um fato e algo de ruim acontecer, e depois, ter que conviver com um registro triste do que poderia ter sido.
Bom, depois de todo esse floreio, vamos finalmente ao fato. Eu estou grávida.
Como a sinceridade é uma das minhas mais afiadas qualidades, preciso dizer que a maternidade é um assunto não tão simples para mim. Nunca fui daquelas mulheres que sonharam em se casar e fazer um monte de filhos. Nada contra quem os tem. Mas nunca me vi sendo uma boa (ou mesmo uma meia-boca) mãe.
Casei-me com 28 anos e hoje eu tenho 35. E como o relógio biológico não para, eu e o marido decidimos ter um filho.
Na verdade, foi no ano passado que decidimos. Mas me dei de cara com uma ferida no colo do útero, tive que cauterizar apesar de pequena a lesão, aí foram mais meses... É engraçado que eu, diante dessa situação, temia pela infertilidade. Sempre tão receosa e medrosa de perder a minha vida e a minha liberdade, mas quando pensei que poderia ser inviável, confesso que morri de medo.
Paranóia minha porque, afinal, era um procedimento simplíssimo que era uma questão de tempo apenas.
Bom, o mes de abril a sorte estava lançada.
E a sorte, de fato, foi lançada porque já engravidei.
Hoje, estou começando o sexto mes de gravidez.
Agradeço muito a Deus por esse timing do pologui chegar. Porque, se demorasse, eu que sou ansiosa, ia ter um ataque.
O começo da gravidez foi meio surreal. Tive que ficar 3 semanas de repouso devido a nidação. Coisa comum, mas que me fez temer pela vida do pequeno.
Tive enjoos constantes, aliados a indigestão, refluxo, cansaço... Senti-me um caco nas primeiras 15 semanas. Nem deu pra refletir sobre o fato de me tornar mãe e responsável por outra vida, pois o mal estar era muito grande.
Quando começou a melhorar um pouco, veio-me uma infecção urinária com cólicas fortes, que me puseram de repouso absoluto praticamente um mes. Mais mal estar, medo de dar algo errado, estresse, ansiedade...
Bom, este mes eu comecei a melhorar de tudo, tive alta do repouso (que estava já denegrindo o que sobrava da minha índole) e lentamente voltei a vida normal.
Sinto dor no lombar e nos musculos e ligamentos que sustentam o útero, não tenho mais posição para dormir, minha pele está pigmentada em partes muito inesperadas, a barriga cresce, o quadril se alarga...
Bom, se for citar todos os incomodos e dores não haveria fim...
E como as minhas amigas dizem, isso tem prazo certo para terminar. Pois é.
Semana passada eu fiz o ultrasom morfológico e descobrimos um menino saudável. Perfeito e pequenino ainda... (Mas talvez grande para a sua idade... hahaha)
Os movimentos fetais se tornam mais evidentes a cada dia e finalmente me dou conta de que há um ser dentro de mim. Que depende de mim pra crescer até ver a luz do sol.
Sentir-se grávida, finalmente, aos 6 meses é ainda surreal para mim.
Vejo que a minha vida vai mudar, de maneira definitiva, e estaria mentindo se disse que não tenho mais receios. Mas, agora não tem mais volta. E por mais que eu seja receosa em relação a qualquer mudança de rotina, preciso admitir que há mudanças boas. Mudanças que superam as minhas expectativas e imaginações.
Fico pensando se serei uma boa mãe. Se não repetirei os mesmos erros dos meus pais, se não repetireo os erros que cometo comigo mesma...
Boa mãe não sei. Mas serei mãe. Sinto algo gelado no peito em dizer isso... Mãe.
Será que eu vou mudar também, a minha pessoa, o meu caráter... Acho que sim. Mas eu quero deixar claro a mim mesma que vou continuar sendo EU MESMA. Que não vou ser daquelas pessoas que se anula em função do filho, criando uma expectativa doentia e um débito da falta das minhas realizações num outro ser humano. Acho eu, que é mais saudável assim. Talvez eu esteja dando uma de sábia porque não passei por isso ainda, talvez tudo mude na hora e eu me torne obcecada. Mas enquanto eu penso como eu mesma, eu quero ser assim.
Talvez eu não saiba (provavelmente...) o que eu quero ser, muito menos como ser. Esse mar de incertezas é que me deixam um pouco mais receosa. Mas de alguma forma, vou tirar isso de letra. Se não, penarei mas sobreviverei. Aliás, eu e o pequeno sobreviveremos muito bem.
Como a vida da gente muda..
Este post está super confuso e sem nexo. Talvez como a minha cabeça agora... E a tendencia é piorar, lógico, hahaha.
O bebe está chutando muito agora. Acho que ele concorda em tudo comigo. Hahaha...
Au revoir
E este blog se tornará mais ativo também...
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