segunda-feira, 30 de maio de 2011

Random pics



Random pics para começar a semana...

Au revoir

Paixão x amor

Paixão x amor.

O célebre binomio.

Paixão é fácil, é imediata, é rápida.
Paixão é voce gostar de cara, pinta aquela atração, é o território desconhecido e o sabor inesperado do incógnito.
Voce não precisa fazer nada para se apaixonar. Basta deixar se levar.
Voce perde o alvo da paixão na paixão. Voce se perde. Tudo é confuso e intenso.

Amor é difícil, é ao longo prazo.
Amar é voce conhecer, pouco a pouco, ao outro. Mas na verdade, amar faz voce se reconhecer.
Voce reconhece e redescobre a si mesmo, voce anda no território conhecido, porém como se fosse a primeira vez.
Amar é se esforçar, dedicar-se, sacrificar-se.
Amar é reconhecer a sua insignificancia e se entregar ao novo sentido.
Amar exige. É preciso reconhecer as nossas próprias falhas e defeitos. É preciso aceita-los primeiro para poder amar o outro e ao outro.
Voce acha a si mesmo e ao alvo do seu amor quando ama. Tudo é claro e intenso.


Estou passando do estado Paixão ao estado Amor em relação a língua francesa.
É frustrante reconhecer a minha ignorancia e perceber o quanto há de obstáculo para se amar corretamente esta língua.
É digno de panico perceber o quão a minha pronúncia é ruim. (E perceber que todos os franceses com quem conversei usaram de um ouvido suuuuuper-compreensivo para entender o meu balbuciar)(Que vergonha...)

O encantamento passa. Os muros parecem crescer e quase bloqueiam o horizonte.

Mas eu resolvo amar a essa língua, que me encantou desde criança com seu cantarolar. E conheço, reconheço e me resigno enquanto a minha ignorancia. Vou me doar, dedicar-me... Vai ser difícil, não tenho mais 15 nem 25 anos, a minha cabeça já tem uma capacidade reduzida... MAS vou amar.

Deixei-me levar pelo sonoro frances, mas agora, vou traze-lo a minha vida. Viro sujeito da minha frase. Eu trarei essa língua e a incorporarei.


Todo este post porque comecei a minha aula particular de française. Hahaha...
É difícil, mas vou dominar ainda essa língua tão linda, tão perto e tão distante...

Au revoir

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pré-segunda: Mc Donald´s

Eu e minhas amigas sempre comentamos, aos domingos, que deveria existir um dia que antecedesse a segunda-feira. Uma lacuna entre domingo e segunda. Um dia preparatório para mais uma semana que se inicia.

Como já escrevi por aqui, o dia de domingo é o meu dia de passar com as minhas amigas. A gente escolhe algum restaurante gostoso, come, fofoca, bate perna em shoppings, fazemos umas comprinhas, tomamos cafés, comemos docinhos... Afinal, fazemos todas aquelas coisas que o dia a dia corrido não permite.

Ontem foi um dia tão gostosinho nesse sentido! Fomos ao Le Vin (duas semanas consecutivas, isso quer dizer que gostamos do lugar), comemos um pratão de mexilhão a provençal com batatas fritas (domingo nunca é um dia de regime), bebemos umas brejinhas, falamos pra caramba (eu fui coroada a rainha da tagarelice ontem, acho...), fomos tomar café, comi um mil folhas delícia (não como do Dellayou ou Fauchon, mas... tá valendo) e passamos a tarde.

Como é gostoso voce ter pessoas com quem pode falar qualquer coisa (qualquer coisa mesmo) sem medo de ser julgada ou criticada... Como é bom ter amigos a quem vc se sente bem só de olhar...

A noite, eu e o marido fomos pra igreja e eu agradeci a Deus pelas minhas amadas amigas. Após isso, meio que fiquei com sono o culto inteiro... hahaha...

Após o culto, fomos a sogrinha. Como de praxe.

E, pasme, 10pm, fomos ao Mc Donald´s!! Eu tava morrendo de fome e o maridito também... Só que não tínhamos paciencia de sentar num lugar, esperar, pegar fila, etc e tal. E fomos parar no Mc.

Em quase 6 anos de casados, conta-se nos dedos as vezes que comemos Mc e no Mc. A gente não curte muito, e quando comemos, usamos o drive thru.

Bom, em fim, comi o meu quarteirão sem a tampa do pão (para tirar o peso da consciencia de muito carboidrato). Cheguei em casa e meia hora depois, tava roncando já.

Resultado: acordo inchada, com a garganta inchada e os pés parecendo de alguém com elefantíase...

Arrependo-me amargamente... Fora a barriga saliente, resultado de comilança desnorteada...

Gripe querendo me pegar...

Maldição do Mc Donald´s as 10pm. Nunca mais farei isso... Nem em homenagem a minha amiga que come Mc frio a 1am (ela é médica e só consegue comer coisas bizarras em horário surreais entre as cirurgias).


A verdade é que pré-segunda não existe e eu meti o pé na jaca esses dias todos.

Então, recomeça-se o regime. A dieta mais saudável... Pois a idade é um fardo e pode se acumular em formato pochete...

Mais uma semana começou, yay... (animação zero) Mas a gente vai levando.. Gripada ou não...

Au revoir

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Preguiça II

Pois é. Estou preguiçosa master. Ainda empacada com contas a bater, sofrendo com a incompetencia alheia. E em vez de me jogar nos números, joguei-me na máscara facial que a minha amiga querida trouxe de fora. Diz que tem propriedades de -pasme- OURO. Ha, quer dizer que a minha carinha vai ficar reluzente como ouro..

Depois de assustar o marido com a aparição repentina a la (qual o filme mesmo...) Jason de sexta-feira 13 (ou seria o Silencio dos Inocentes), sento-me a frente do laptop.

Mas a preguiça é grande...

Por que a gente tem que trabalhar mesmo... Por que raios não nasci Athina Onassis (bem que aquela cara não quero não, sou mais eu)

QUE PREGUIÇA!!!!

Au revoir

PS: No post anterior, a preguiça ganhou.. hahaha..

sábado, 14 de maio de 2011

Preguiça


Sábado cinzento e friozinho. 4pm.

Coisas para fazer, contas a bater. Coisas que ninguém pode fazer por mim (não se trata de necessidades fisiológicas).

Som na caixa. Preguiça estágio 1.

Vou fuçar internet. Fuço todos os sites e blogs que acompanho. Ligo o aquecedor. Tiro um café. Mastigo uma bolachinha.

Passa 1hr.

E agora, tem que trabalhar.

Ah, não... Vou ver meu cabelo, conferir como está reagindo o permanente que fiz ontem, após a primeira lavagem. Passo um creminho.

Volto e sento, suspirando fundo para inspirar coragem.

Ah... A coragem tirou licença e se foi.

Mais preguiça... Vou postar algo no blog.

Enrolando o post, falando nada com nada, postergando a iminente sensação de ter que trabalhar... Que péssima sensação de se ter num sábado.

Talvez seja por isso que sábado é sábado.

Venço a preguiça ou levanto a bandeira branca...


Ó dúvida cruel...

Au revoir

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pensando em que...


Friozinho. Garoa fina.
Paro num cafe, seduzida pelo aroma de café.
Peço um café.
Olho pela janela.
As pessoas parecem não se importar em se molhar e seguem adiante.
O tempo parece parar por alguns instantes.
Sinto-me na platéia da vida alheia.
Sorvo um pouco de café, mas antes inspiro o seu forte aroma.
Parece desanuviar a minha mente, dissipando as penumbras de algo que estivera buscando sem saber direito o que é.
Tomo mais um gole.

E mais um... e outro...

E assim a vida vai passando pela janela.

E chego ao fundo da xícara, tentando adivinhar o meu destino na borra do café...


Uma tarde chuvosa em Le Marais.

Au revoir

Une gourmandise VI - Le fin

Ufa, última parte da minha breve comilança (oi?). Nem gosto tanto de Moules, mas sempre acabo dando uma passada e comendo mexilhão até... Talvez seja a liberdade de comer com as mãos. Pois, hoje em dia, poucas são as ocasiões que podemos usar os dedos sem perder a classe.




Para fechar esta saga, nada melhor do que tartar de boeuf... Um dos meus pratos prediletos.

Au revoir

Une gourmandise V

Momento oriental da comilança...



A comilança continua na privacidade do quarto do hotel...




Au revoir

Nova modalidade de mendigagem

Pois é. A vida é difícil em qualquer lugar do mundo e sempre vemos indigentes acompanhados de crianças e-ou cachorros em Paris. Nada mais comum do que ver indigentes com filhotinhos lindos com a plaquinha Ajude-nos a comer.

Mas nesta viagem, comprovei que o cachorro não só é o melhor amigo do homem como pode ser o melhor sócio para o seu negócio!

Estava eu sentadinha no metro, tentando não inspirar muito o odor alheio, e quando as portas se abrem (manualmente), entra um homem de 20 e poucos anos alto e robusto acompanhado de um cão SRD de quase grande porte.

O homem se posiciona no vão do corredor e aponta um espaço ao cão com o seu dedo indicador. O cão se senta exatamente no local indicado.

O homem dá uma olhadinha em sua volta e faz outro sinal com a mão ao cão. O cão, imediatamente, deita de lado, levanta a patinha dianteira e mostra uma languidez repentina e faz cara de coitadinho.

O homem se certifica da posição do seu companheiro e começa o seu discurso: Desculpe-me por incomodá-los. O meu nome é fulano, tenho 24 anos, sou de interior... blá blá blá... Eu e o meu cão estamos passando fome, agradeceria qualquer ajuda, ainda que pequena...

Findo o seu discurso, o homem anda pelo vagão com a sua mão estendida.. Os passageiros desviam o olhar e o homem volta ao seu ponto inicial com as mãos abanando.

O metro chega a sua próxima estação e as portas se abrem novamente. O cachorro, até então deitado, recebe um sinal do seu sócio e se levanta com uma prontidão vigorosa - destoando do seu ar coitado que mantivera até o momento.

Os dois saem pela porta e, junto com o fechar do vagão, o homem e o seu cão voltam a cara a nós e murmuram: p****, esses sovinos desgraçados...

O trem começa a se mover e fico com a imagem dos dois amigos andando pela estação, dando a impressão de estarem quase se divertindo nesse ato perfeitamente combinado.

A escuridão do túnel anula a imagem e eu penso: será que conseguiria ensinar isso ao meu cachorro?

Au revoir

Une gourmandise IV - não tem fim...

Para começar doce o post, o tiramisu do Pompei. Nunca comi um tiramisu melhor do que este. Não é nem o mais caro, nem o lugar fancy... Mas este tiramisu é perfeito!! Textura aerada, leve, doce na medida... Um pãozinho de ló ínfimo que se desmancha já na colher... Hum...


Sou muito fã do Pompei. A massa perfeitamente Al dente e os italianos (baixinhos) estressados combinam muito!!

Mais uma prova de que nasci francesa de alma. ADORO manteiga. A manteiga nunca é demais. Margarina, ergh, nheca. Mas a manteiga é a perfeiçao em entupimento de artérias (ha!)... E os franceses nunca miguelam na manteiga. Eles colocam uma camada grossa, quase um pedaço, dessa pasta amarela na baguete, logo de manhã!!! Perfeito para matar qualquer leão (talvez de enfarto) ao longo do dia...

Au revoir... E a gula continuará...

domingo, 8 de maio de 2011

Um londrino amoroso

A minha amiga tinha dito que os londrinos são os seres mais educados do planeta terra: qq coisa q vc pergunta, eles são super solícitos para te responder com toda aquela cordialidade e gentileza inglesa.

Cool, pensei.

Chego ao Picadilly Circus. Não andei muito ainda, mas como não gosto desperdiçar tempo nem pernas, resolvo testar a gentileza londrina.
Olho ao redor: vejo uma loja de souvenir. Hum, nada mais simpático do que uma loja voltado ao turista. Entro e vejo um moço de uns 30 e tantos anos. Contemporaneo meu.

Dou aquele sorriso simpático. Ele me olha com mó cara de ... nada. Lanço-me na aventura de Vamos tentar falar um ingles britanico. Começo simpática.

-Bom dia!
Ele me responde seco:
-Bom dia.

-O senhor como posso chegar a Regent St?

-Sei.
Ele conclui a frase, me olha fixamente, pisca umas 5x olhando para a minha cara. Um silencio bem desconfortavel de uns 5 segundos passa entre nós. E eu penso: wtf, o cara não vai me falar? Ele acha que é uma pergunta retórica? Olho para ele com uma carinha mais instigante: habla hombrecito de Dios!

Mais 5 segundos e não aguento:
-Vc pode me falar, please?

Ele me olha em dilema: falo ou não falo, será que eu pratico a minha boa vontade ou cedo espaço ao meu mau humor, que foi causado por fatos que nada tem a ver com esta cidadã... E chega a conclusão.
-Sim, posso. (Yes, I can.) (Thanks, Obama)

E aí começa a falar, vai assim, assado... tal e vc chega lá.

Agradeço e saio dando um sorrisinho bem yellow.

Passo pelo batente da porta e falo em bom portugues: ingles mal humorado, bendito filho da mãe dele, djhgfjhgkkwfçojlkasjhkjhxxjkh...


Sim, fato isolado. Os londrinos são, em seu 99,9%, simpáticos e solícitos (teve até uma vendedora do Topshop que me perguntou o que fiz no meu olho e eu dei uma aulinha de how to make a light smokey eyes)(em ingles britanico, ha!). MAS EU CRUZO COM ESSA MINORIA RELEVANTE. Mas sou sortuda mesmo...

Amo londrinos... hahaha...

Au revoir

Une gourmandise - Part III - A saga continua




A saga contiua em Londres. A semana do CASAMENTO DO WILLIAM E KATE. Afe, bandeiras por tudo quanto é lado. Os Souvenires extrapolam: caneca, chaveiro, bonecos... Casamento lucrativo para caramba. Se cada casamento de gente normal vendesse um souvenir assim (e obrigasse os convidados a comprarem), os noivos seriam ricos.

Frio me invade. Paris 20 e poucos graus. Londres 11. Choque térmico. Mas andar esquenta...

Correria, muita gente... Quando paro para almoçar, peço uma massa e uma sobremesa com o famoso RUIBARBO. Via o Jamie Oliver falando ruibarbo, ruibarbo e quase me parecia um mantra de algo (tipo: yes, we can... yes, we ruibarb).

I meet ruibarb. Hello, nice to meet you, sir. Ergh. Bye, farewell.

Tipo aipo agridoce. E para a sua informação, ODEIO aipo, salsão...


Au revoir, ruibarb.

Une gourmandise Part II





Se a perfeição numa refeição existe, ela foi alcançada nesse dia. Segunda-feira, feriado de Páscoa, 8 pm. As pernas pedindo socorro depois de um dia de caminhada. Paro no Café Carette, de Place du Trocadero, sento-me numa mesa na calçada. Temperatura agradável, um tímido início do por de sol, chega-me a mesa um chopp karlsberg com uns petisquinhos. Amendoas, berrys salgados-doces e grãos. Perfeito. Um cenário perfeito.

Peço um entrecote e me chega um bife suculento, altinho (nham...nunca seria vegetariana), passado ao ponto, com batatinhas e salada. Peço um pouco de mostarda dijon e como TUDO, mergulhado naquele molho (que só franceses sabem fazer) e misturado no dijon. Tá, fico com peso na consciencia, deixo sobrar meia duzia de batatas para compartilharem a sua sobrevivencia de uma gula jamais vista.

O prato chega ao fim com honras. Penso: peço sobremesa ou nao... A razão diz: não cabe sobremesa nesse estomago dilatado. Capacidade já excedida. A emoção diz: po, abaixo o regime neste país, quando voltar, fica de jejum o ano inteiro.

Devido ao meu EQ alto, peço a sobremesa. Un coupe parisien: duas bolas de sorvete - pistache e vanilla- que me chegam acompanhados de um sable acanhado de adornar algo tão apetitoso.

Devoro tudo, sem culpa, feliz.

Quase passo uma indigestão, mas a endorfina deve ter alguma propriedade digestiva quando exalada no solo parisiense.

Volto ao hotel, feliz da vida.

Capoto e durmo. Quase apago.

Acordo inchadíssima, nível de carb, proteína, gordura... Tudo em estado alerta, mas me sinto a maior bon vivant.

E assim é a vida, não é mesmo...

Au revoir

Une gourmandise Part I


Mil folhas Laduree... Delícia

Spaghetti with crab no Selfridges

Petit Dejeneur dans Place du Theatre

Cafézinho com macarons

Saladinha no Café Rodin

As imagens falam por si só...

Au revoir

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bonjour, ma vie!!

Bonjour, ma vie!

Assim que volto, os pepinos começam a chover (aliás uma tempestade) de volta. Coisas para resolver e assuntos a discutir.. Pois é, real life, sabe como é.

Pelo menos voltei menos estressada, quadro que promete durar umas 3 semanas no máximo, ha! Mas tá valendo... Também porque bolsas novas sempre me fazem feliz.. Sim, reconheço, sou muito louca por bolsas. As vezes, uma paixão fulminante a primeira vista, outras, um amor que cresce a cada vista. Mas que sou apaixonada por bolsas, eu sou.

Depois postarei umas fotinhos... Pois uma imagem fala mais do que mil palavras, as vezes...

Au revoir