As horas, os dias, as semanas passam... E a vida vai assim, fluindo através dos dias que nada parecem ter de significante. Porém, esses dias talvez sejam os mais significantes. Maquiados pelo ordinário, comum, corriqueiro... real.
Não há grandes feitos ou ações. Mas há o viver comum, que em muitos aspectos, supera a grandeza de qualquer ato extraordinário.
Viver dia após dia, lutar a cada dia contra tudo e todos.
Aceitar algumas coisas e confrontar outras.
Não carecer de alguém ou algo para atribuir um sentido. Achar um sentido absoluto a um ato automático como viver. Tão automático que chega a ser amedrontador.
E todos parecem estar caminhando rumo a algo, alguém, algum lugar...
Somewhere.
(Estes pensamentos me vieram após assistir o Somewhere da Sofia Coppola)
Au revoir
sábado, 12 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O retrato do calor
Um calorão daqueles... Não há nada que resista a esta temperatura, nem boa ou má índole. Vontade de viver no pólo norte invade loucamente o seu coração. As solas do pé e as palmas das mãos estão quentes.
Encosta-os no chão para um alívio fugaz. O chão cede a sua temperatura com muita rapidez. Muda 5cm para o leste, e depois, para o oeste. Tudo é fugaz. Não há nada que possa apagar este calor.
A noite caminha ao seu pico. Mas o calor do dia parece permanecer entre as estrelas e nuvens, estes que não cumpriram a sua promessa refrescante.
Os minutos, os segundos passam... Nada de frescura.
O ser humano se irrita, lava as mãos, fica mais inquieto, bebe algo gelado... Mas tudo parece acentuar o calor que teima em fincar os pés no centro do seu ser.
A chuva é esperada. Chuva é problema para uns e refresco para os outros. O ser humano revela a sua verdadeira face- a egoísta e pede por uma tempestade que lhe venha acalmar os poros fumegantes.
O calor é psicológico...pensa. Mas logo esta premissa se revela falsa. O calor é algo real e físico, manda-se ao espaço o ser bendito que diz algo assim.
Calor, calor, calor...
O ser humano se irrita com tudo e todos. O retrato do calor continua e a noite se adentra...
Assim é fevereiro.
Au revoir
Encosta-os no chão para um alívio fugaz. O chão cede a sua temperatura com muita rapidez. Muda 5cm para o leste, e depois, para o oeste. Tudo é fugaz. Não há nada que possa apagar este calor.
A noite caminha ao seu pico. Mas o calor do dia parece permanecer entre as estrelas e nuvens, estes que não cumpriram a sua promessa refrescante.
Os minutos, os segundos passam... Nada de frescura.
O ser humano se irrita, lava as mãos, fica mais inquieto, bebe algo gelado... Mas tudo parece acentuar o calor que teima em fincar os pés no centro do seu ser.
A chuva é esperada. Chuva é problema para uns e refresco para os outros. O ser humano revela a sua verdadeira face- a egoísta e pede por uma tempestade que lhe venha acalmar os poros fumegantes.
O calor é psicológico...pensa. Mas logo esta premissa se revela falsa. O calor é algo real e físico, manda-se ao espaço o ser bendito que diz algo assim.
Calor, calor, calor...
O ser humano se irrita com tudo e todos. O retrato do calor continua e a noite se adentra...
Assim é fevereiro.
Au revoir
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