sábado, 30 de janeiro de 2010

Meta de fevereiro - Paris

Ainda é 31 de janeiro. Mas eu me determinei já para uma meta.

Passar o mës de fevereiro sem fazer nenhuma compra para myself. Lógico que não conta supermercado, comida e etc. Compra de coisas de mulher - roupa, sapato, maquiagem... etc e talz.

Falei isso para duas amigas minhas e as duas não hesitaram nenhum milésimo de segundo para soltar o humpf, sabe aquele que sobe do fundo da alma, quase gerando um cuspe magnänimo. Pois é. Ninguém me respeita, nesse sentido.

Pelo menos, eu escolhi o mës mais curto do ano e o período é propício porque as liquidações já estão no final, e convenhamos, é fim de feira e não tem nada mais que me apeteça... bem que posso ter que engolir essas palavras...

Resolvi fazer isso, aliás, tentar fazer isso, porque tava gastando mta grana e tb porque quero juntar plata para poder viajat este ano para -guess- PARIS. Viajar a Paris é o que quero fazer sempre! Na verdade, quero morar lá... Um dia, quando Deus quiser...

Por que eu adoro Paris é um mistério meio óbvio.

A minha primeira vez foi em 2005, quando me casei. O meu sonho era conhecer a cidade luz e fomos nós, empilhados num pacote CVC (ergh... odeio viajar de pacote). Fizemos Roma, Pisa, Chamonix e Paris. Estendemos alguns dias nessa cidade maravilhosa e me encantei.

Não falava um piu em français, but who cares... Com um sorrisinho no rosto e français de manual de viagem dá pra se virar mto bem lá. Tá, não dá pra discutir Sartre nem Zola, mas dá pra sobreviver.

Não sei explicar o que sinto por Paris. É algo maior do que eu mesma, a cidade me atrai como o mel a abelha ou algo mais fatal. Mas quando pisei os pés na cidade, eu soube que o meu coração iria morar lá pra sempre.

Primeiro porque os meus museus favoritos estão lá - Rodin e Orsay. Não há nada que me agrade mais do que as cores dos impressionistas e o jardim de Rodin. O Louvre é muito bom e enorme, mas acaba sendo mais impessoal pra mim. No Orsay me sinto meio que em casa. Vejo os quadros que admiro desde criança e posso sentar sem me preocupar com tempo, indo sem rumo de uma sala para outra. As cores, os traços, um jeito talvez fantasioso e alegre de retratar a vida está sempre presente. Quem não adora os impressionistas...

O meu quadro favorito é La Moulin de la Galette de Renoir. Quando tinha uns 7-8 anos, a minha tia tinha uma réplica dele e eu gostei dele. Ficava olhando pra ele, vendo o jogo das cores e admirando uma alegria quase pueril que Renoir retratou. Sabia que esse quadro fica muito diferente de dia e a noite? O jogo das luzes e os detalhes são incríveis. É um quadro que se renova, pois a gente sempre consegue achar um personagem diferente. Um vulto no fundo se transforma numa feição preciosa e no mais simples pousar de mão lë-se uma emoção diferente a cada vez que se depara com o quadro. Tenho uma réplica em casa e não me canso de olhá-lo.

Eu sabia que esse quadro ficava no museu de Orsay e na primeira viagem, fui procurá-lo. A minha expectativa era grande e o meu coração palpitava só de pensar que eu estaria cara a cara com O QUADRO. Cheguei no Orsay, procurei que nem uma doida e não o achei. Com meu perfeito français perguntei a funcionária e ela me disse que o quadro estava numa exposição de Renoir num museu (de Bercy) no outro lado da cidade..

Putz grila. A gente não tinha muitos dias em Paris. Mas eu não podia deixar de ve-lo. Então, pegamos metro, fizemos umas 3 baldeações, cruzamos a cidade e andamos pra caramba (já pensando que tinha q valer mto a pena). Chegamos ao tal do Museu, procuramos e tcha nan...

Tinha umas crianças causando devido uma excursão escolar. A professora tagarelando, explicando blá blá blá... Vi o quadro de longe, tive que esperar a molecada sair, e quando me deparei com ele, comecei a chorar. Não sei por que chorei. Mas era uma emoção mto grande ver o quadro de verdade. desde 7 anos eu sonhara por aquele momento, ver de perto cada pincelada, cada sopro que o Renoir dedicou, cada toque... Era algo surreal. Nunca chorei assim com arte e nem acho que isso vá a se repetir. O meu marido ficou meio assustado (o que deu nessa mulher?) e foi sentar num banquinho pra me deixar a vontade. Fiquei umas meia hora admirando, tirando foto (desnecessário, pois não capta a alma da coisa), chorando um pouco mais, suspirando... E me senti tentada a ficar plantada pelo resto da minha vida.

Nunca desejei possuir algo tão caro... Mas imaginei te-lo na minha casa... Comprei uma réplica gigante... Já que não sou zilionária...

Nas outras vezes que fui ve-lo, ele estava no Orsay mesmo. Toda vez que o vejo, o meu coração acelera e me sinto como uma adolescente indo encontrar o amado de sua vida. Fico impaciente, a minha mão sua, o meu coração pulsa irregularmente, não sinto fome, frio, sede... Fico meio doida.

Por que isso tudo? Não sei explicar mesmo. Gostaria de saber...


Bom, depois de todo esse papo sobre Renoir... Ah! sem querer ser mística, acho que eu e Renoir nascemos com uma conexão sobrenatural porque ele nasceu em 1877 e eu, em 1977. Cem anos nos separam. Cem! Não é um número perfeito? Um século... E esse fenomeno se repete entre eu e Hermann Hesse... Devo ser mesmo uma pessoa com ligações surreais... hahaha... Que delírio, mas eu acho isso desde que sou criança... loucura...


Segunda razão pela qual venero Paris é apenas ela ser o que é.

A cidade deixa de ser inanimado, pois ela te convida a flanar, a pensar, a refletir, a se jogar na nostalgia e angústia de existir... Acho que habita lá um espírito que te faz ser uma pessoa diferente. A cidade respira reflexão e boemia. Voce pode flanar durante o dia todo, sentar num cafe e se sentir realizada sem ter feito NADA. Vc se sente único e especial, e ao mesmo tempo, ínfimo e insignificante diante toda história e humanidade que existiu então.

Vc sobe as escadas (arfando e maldizendo todos os anos de sedentarismo desgraçado, ao mesmo tempo que foge dos vendedores de bugigangas), chega aos pés da Sacre Coeur e se sente no topo do mundo. Tudo fica pequeno e bonito. Até a minha vidinha parece um belo sonho (e sempre tem o Hugo tocando harpa... Canon, ok. Titanic, noooo, pelo amor de Deus... Quem merece ouvir My heart will go on com harpa?)
Vc entra na igreja e Jesus está lá, de braços abertos, com Seu sagrado coração. Seus bra~ços são tão abertos que, de fato, nós sentimos o seu abraçar. Me sinto mais santa e amada só de entrar na igreja.

Vc dá a volta ao redor da igreja, enfrenta os caricaturistas, passa pelas lojas de souvenir (que vendem a mesmíssima coisa desde 1900, mas que nunca deixam de captar seus olhares e sempre seduzir a abertura da carteira... sempre precisamos de mais um le chat noir) e chega a Place du Theatre.. Com seus restaurantes coloridos e cheios sempre. A comida não é lá aquela coisa, mas o ambiente delicioso ganha qualquer gourmand... Mesmo McDö (que nem franceses falam) teria gosto melhor naquela praça...

Passar pelo museuzinho de Dali, descer as escadas, perambular pelas ruelas deliciosas... É um dos meus lugares favoritos.


Mais razões? São tantas que não dá´pra enumerar. Torre, Trocadero, Place des Vosges, Palais Royal...

Fora as COMPRAS. Pq, mulher que é mulher, fica louca em Paris. Particularmente, adoro a Saint Honoré. Se terminar com um chocolat chaud e Mill feuilles no Fauchon, ainda mais perfeito.

Tem um hotel que me faz sentir em casa... É um 2 estrelas pequenino, mas confortável...

Não há melhor lugar pra mim... Acho que nasci com alma parisiense...

E este ano de 2010, eu pretendo voltar. Pretendo, quero e preciso.

Então, conter os gastos aqui e esperar pela oportunidade... Afinal, a quem tem um vestido de festa, oportunidade surge...

Todo este post GIGANTE de 5 GIGA BYTES (quase Tera) pra dizer que PRECISO PARAR DE GASTAR no mes de fevereiro... A começar pelo mes de fevereiro... Será que consigo? Contra todas as previsões amigas, familiares e maritais?

Não que a economia de um mes mude muito as minhas finanças, mas a gente tem de começar em algum lugar, ne?

Hoje é o último dia de janeiro! Se tiver que comprar algo, que seja tudo hoje...

Humpf...

Bonjour tristesse (Je suis desolee, François Sagan, pelo emprego indevido) de não comprar... Mas tristezas menores trarão algo maior...

Au revoir (tchau, compritchas... até março)

snif snif T.T

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Meu pai

Escrever sobre Michael Jackson me levou a lembrar de como a música sempre esteve presente na minha vida, e isso se remete ao meu pai.

O meu pai.

O meu pai é... hum, não sei descrever o meu pai. Não há palavras que o expressem porque os meus sentimentos por ele são muitos e muito complexos.

Quando eu era criança, eu esperava muito pelo meu pai. É que ele era cantor, tinha uma banda e tocava baixo, e trabalhava predominantemente a noite. Quando eu acordava, ele estava dormindo e no final da tarde ele saía. Como achava a minha mãe muito brava (sim, ela era a vilã da história) e o meu pai era um amor comigo, eu esperava por ele que nem ao papai noel, talvez mais, porque nunca acreditei nessa baboseira de um velhinho descendo pela chaminé... Que casa tem chaminé? Velhos obesos de roupa vermelha deveriam ser internados e isolados, não ficar maltratando as renas em pleno inverno.

A minha mãe vivia me dando broncas e eu ficava chorando, esperando pelo meu pai. Ele chegava, enxugava minhas lágrimas e me levava para comer alguma coisa, tomar sorvete (a-ha, a razão por qual eu era fofinha... carboidrato refinado) e eu, depois de açucar na veia, ficava feliz da vida.

Quando os meus pais brigavam, sempre ficava do lado dele. Nós éramos cúmplices. Conversava com ele sobre nossos segredos, meus segredos... A gente vivia dando bolo na mamãe e no meu irmão, e saíamos nós dois, andando pelo bairro, chupando um picolé, conversando sobre tudo e nada... Tenho em minha mente vívidas essas lembranças de passeios com meu pai.

O meu pai teve de largar a carreira de cantor aos pedidos da minha mãe. Mas acho que esse lado dele nunca mais o deixou. Sempre que ele ouve algo, toca algo, é diferente de qualquer outra pessoa...

E ele me trouxe a música. E todo tipo! Desde pop, rock, clássico, instrumental... Tudo o que eu ouvi de música é influencia dele. Aprendi a apreciar todo tipo de música. Até agora ele gosta de descobrir cantoras (pq ele gosta mais de cantoras, por achar que não existe nenhum homem cantor decente desde Lionel Richie) e me vem com Avril Lavigne, Taylor Swift, até Hannah Montana...

E curte Yanni, Enya, Secret Garden... E Vanilla Ninja!!!

Agora com seus 60 anos, ele fica todo saudosista. Ele teve de se aposentar, meio obrigado pelo rolar das coisas, e morro de dó quando o vejo desocupado. Não consigo nem mencioná-lo sem sentir um certo aperto no coração... Ele não é das pessoas modernex que curtem a aposentadoria... Ele ouve muita música, aprendeu a usar internet só pra fazer pesquisas e compras de cds e dvds no amazon (labor pelo qual o meu marido é alugado horas e horas... Maridito, obrigada, não sei como eu aprecio os seus cuidados com meu pai...)

E assim é o meu pai.

E não foi só Michael Jackson que ele me apresentou. Ele me apresentou também Britney, Avril Lavigne...

Papai, voce é o melhor pai do mundo!!!
Pena que eu não consigo falar isso face 2 face... Mas acho que ele deve saber, ou imaginar...

Au revoir (antes que eu me debrulhe em choro... e não durma a noite inteira me sentindo a filha mais bruta do mundo)

This is it

Acabei de assistir o DVD This is it, do Michael Jackson e estou impressionada com a dimensão que o show ia tomar. Sempre fui meio fã do MJ, quem não é? Lembro que o meu pai tirava o LP (que época boa, com todos aqueles barulhinhos... um charme), cuidadosamente, e colocava Billie Jean. Essa foi a primeira vez que eu lembro de ouvir MJ. Tinha uns 5 anos? Eu era bem criancinha e não podia mexer nos LPs do papai, extremamente preciosos, então, quando o meu pai (que ainda era cantor naquela época) me fazia ouvir música junto com ele, era um evento, uma delícia! Eu ouvi aquela voz aguda, dizendo coisas que mais parecia marciano ao meu ouvido, mas o ritmo era legal.

Assim conheci não só MJ, mas Anne Murray, Laura Branigan, Olivia Newton John... e todos...

Lembro que, quando tinha uns 5-6 anos, o meu pai colocava Gloria da Laura Branigan e nós ficávamos fazendo aeróbica na sala. Era bem época de aeróbica, comecinho dos 80s, eu era a professora e o meu pai ficava me imitando. E a gente voltava na música várias vezes... o que causava o ritual delicioso de abrir a tampa, levantar a agulha e reposicioná-la no LP. Que delícia, hoje em dia, as coisas não tem o mesmo charme...

Fiquei vendo o DVD durante quase duas horas. O MJ treinando, super franzino e abatido, mas ainda com muita paixão pela música e dança - perfeccionista até não poder mais, coordenando tudo. Era para ser o último show, This is it. Acho que ele queria lavar-se de toda a desonra com a história de pedofilia e talz, e talvez fechar a sua carreira com chave de ouro, mostrar a que veio ao mundo. Relembrar o mundo do rei do pop que ele era...

Vë-lo extasiado no palco, diante de uma pequena platéia (seus staffs, dançarinos..), fez-me pensar no quanto esse homem estava sedento por palco e luzes. Dizem que o palco dá uma adrenalina e prazer, tanto que os artistas vivem disso e sentem (sem querer ser mística) a energia do seu público e talz... Dizem que vicia...

Então, imaginei esse homem que estava privado desse palco durante tanto tempo e o quanto ele deve ter ansiado para voltar.

Seja por propofol ou sei-lá o que, a morte do MJ foi uma pena. Não houve, não há e não haverá nenhum genio que nem ele. Compositor, músico, dançarino, produtor... Creio não haver tanta versatilidade num ser humano só... (momento culto ao MJ...)

Mas por outro lado, é dolorido ver os gestos do homem que busca um pouco da glória que lhe pertencera outra hora... Afinal, o conceito de ser último nunca é um momento muito alegre...

Assistir a esse dvd me fez pensar sobre a efemeridade da vida. Muitos lutam para viver mais, Hebe, Jose de Alencar... e inúmeros. Outros se matam por algum motivo. O que para alguns é tão precioso que para outros é tão... ínfimo?

O que é a vida afinal? Correr atrás de vento, ir atrás de seus objetivos, caminhar conforme a maré.. O que é a minha vida e como eu a vivo? Qual o meu objetivo e por onde tenho andado?

Crise existencial? Não. Muito velha para isso. Apenas indaguemos o valor da vida.

Há algum sentido maior nesta vida?

Sem respostas niilistas ou existencialistas, svp.

No meu dia a dia, persigo, corro atrás de tantas coisas e afinal, para que?

Acho que não saberei as respostas em breve. Mas pelo menos, espero sempre indagar e lembrar das minhas perguntas. Afinal, um ser humano que não pensa nem merece viver.

Talvez o show do MJ não ter se concretizado atribua um sentido mais literal a sua vida. This is it. A paixão, a luta de um ser humano, a corrida, a tentativa, o sonho... Afinal, This is it.

This is it.

Au revoir

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Resoluções de 2010

Tudo bem, já é tarde para resolucões, mas a vida só começa depois do carnaval... não é mesmo...

No final do ano passado, eu e minhas duas amigas amadíssimas e queridíssimas saímos para fazer um happy hour, o último do ano, e cometemos a proeza de ficarmos com a bunda grudada durante SEIS horas num restaurante. No que a gente chegou, eram 18hs. Saímos de lá quase meia-noite... Até o garçon tinha mudado de turno... hahaha... O meu marido não compreende essa capacidade que as mulheres tem de grudar a bunda num lugar e falar, falar, falar...

Eu sou uma pessoa de fazer perguntas emblemáticas do nada, de supetão... Então, nessa nossa conferencia de 6 horas, eu proferi a pergunta - QUAL A RESOLUÇÃO DE 2010?

As minhas amigas me conhecem e fizeram aquela cara de "Putz, só essa amiguitchas para fazer uma pergunta dessas.."

Uma respondeu - ganhar dinheiro, muito, de preferencia...
A outra disse - emagrecer 10 kgs

Eu disse, com meu poder de síntese - ganhar mto dinheiro e perder 10kgs!!

Hahahahaha...

Sou daquelas pessoas já nasceu da barriga da mãe contando calorias de cada mamada. Meus pais são gordinhos, o meu irmão era magrinho mas agora pesa 3 dígitos! E eu sempre fui, digamos meio fofa.

Todos dizem, mas vc é alta... O que a altura tem a ver com peso? Não entendo essa correlação que todos fazem entre ser alta e gorda.

Tá, tá, tá. Não sou nada GORDA assim... Sou alta (putz, até eu peguei isso), tenho um biotipo violão (violoncello?), faço um tipão... (Santa modéstia... ninguém é obrigado a aturar toda essa auto estima exuberante). Não tenho pretensão de ficar um palito, porque agora que sou mais velha, aceitei o meu biotipo e talz... (Ou aceitava ou serrava o quadril...)

Quando casei, uns 4 anos atrás, eu estava no meu peso ideal. Um peso que eu achava ideal para a minha altura. O meu peso é um segredo que só eu e Deus compartilhamos. Pois, nem a minha mãe, marido, amiga, médium.. ninguém sabe. Só eu e Deus. Portanto não se exaspere em tentar adivinhar, hahaha...

Sete meses antes de casar, eu me determinei que ia perder 7 kgs e eu perdi. Sou daquelas mulheres que, quando quer uma coisa, vai atrás... pedalando, pois o que fiz de spinning, não tá escrito. Adoro spinning, música na minha orelha, aquele calor insuportável, o cansaço que me exaure, o meu batimento cardíaco pula para uns 200 pm, o quadríceps começa a arder de tanta força... e o professor vem e grita - MAIS RÁPIDO! MAIS CARGA! PEDALA! DESGRUDA ESSA BUNDA DO ASSENTO!

Voce olha para o relógio a cada 10 segundos e o tempo parece não passar... A música que vc mais adora parece agora um hino fúnebre e fica cada vez mais devagar. E que raiva, a menininha do seu lado nem sua, a velha (vovo mesmo) fica rindo e aumenta a carga em 2010kgs... E o professor pergunta - TUDO BEM AE? E voce murmura bem baixinho, por dentro - VAI TE CATAR... Claro que isso é só no meu interior pois o meu exterior está esboçando um sorriso - amarelíssimo.

Tá. Depois de um mes de aula a gente se acostuma e olha cada vez menos para o relógio.

Mas o meu mal é que sou competitiva demais. Eu me coloco em constante competição com qualquer ser humano do meu lado. Não dou pra trás primeiro não. E quando não tem ninguém, luto contra eu mesma. Do tipo, ontem eu fiz 40 minutos nessa intensidade, então hoje, eu tenho que passar dessa marca.

E me dedico que nem um Cielo da vida, quebrando os recordes e os meus músculos.

Pois é. Não sei levar as coisas na esportiva. (O que é isso?) A grande ironia é que o meu marido é a pessoa mais desencanada e digamos, na boa, do mundo, do universo e da galáxia. Ele não me entende nesse aspecto, me acha louca e obstinada.

Bom, contei tudo isso pra dizer que sou decidida e obstinada.

Mas perder peso é um assunto difícil. A vida de casada já não é um bom esquema para isso. Eu não era mto de jantar, mas o seu marido é um ser humano normal que faz 3 refeições diárias e voce acaba acompanhando. Fora os jantares fora de casa, com amigos, familia e talz...

Em 4 anos de casamento, aqueles 7 kgs voltaram... Tremei...

E eu me resolvi a perde-los já. Mas o meu metabolismo está dando ré! Não como, engordo. Como menos, engordo mais. É um pqp! Essas coisas deveriam melhorar com idade, mas parece que tudo regride no seu corpo. Metabolismo, rugas, menos óvulos, cabelos brancos...

Ainda nós tínhamos viajado a BS AS e guess what, comi até explodir e engordei mais. Putz grila, sem comentários. E quando voltei, fiquei nos dias de mulher e a minha retenção de líquidos parecia ter virado elefantíase.

Uma semana depois, perdi um mísero kg. Só falta,... 6!

É mto triste isso porque comer é uma alegria tão genuína e grande... Sou uma gourmande (jeito chisque de dizer glutão...) (mas, é chique, français...) (mulheres francesas não engordam porque fumam até não poder mais)

Preciso DAQUELA DECISÃO. DAQUELA DETERMINAÇÃO.

Antes de casar, eu tinha uma foto da Ana Hickman de biquini na porta do meu guarda-roupa. Ela era a minha inspiração para emagrecer. Toda manhã, eu abria o meu armário e dava de cara com aquela loira linda num formato de palito de dente e eu pensava - chego lá.
Um dia a minha mãe abriu o meu armário e achou que eu era lelé... Ela perguntou seriamente por que eu tinha uma foto de mulher pelada grudada na porta... Será que ela pensou que eu fosse sair do armário?

Eu preciso me livrar deste corpo que não me pertence. Ainda mais, nenhuma roupa te veste bem quando vc tá fofinha. Tá, me visto bem (mais uma vez, exacerbação da auto estima), mas tenho 2 calças e 2 vestidos com etiqueta me esperando com uns 4 kgs a menos.

Por que é tão difícil perder peso depois dos 30... WHY!!!!!

E como sou mto paciente, quero menos 6 kgs em um mes... Nem que eu ficasse doente, pq eu incho qdo fico doente...

Tá, 6 não dá. Uns 3 é possível.

Dedico este post a minha determinação obstinada... hahaha... Lá vamos nós. ´Não pode ser tão difícil.. E já que ganhar dinheiro tá difícil, isso deve ser mais fácil.

Então, MENOS SEIS JÀ...

Au revoir

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Equilibrio - Make up

Bom, mais um post hoje ainda... Haja inspiração para escrever.. hein

Como o post anterior foi fosforilante total master, quero dedicar este post ao um dos meus interesses de mulherzinha... hahaha... Mto importante - MAKE UP.

Quando eu era criança, eu ficava vendo a minha mãe se maquiar (ela é vaidosa até dizer chega, nunca vi uma pessoa mais vaidosa do que ela até hoje) e ela demorava muito! Então ficava eu e meu pai impaciente, pois queriamos sair logo. E eu sempre a achei mais bonita sem mta maquiagem. Sabe coisa de criança, sentir cheiro da mãe, de sua pele, de sua roupa... e eu não era mto chegada ao cheiro de make... Talvez a maquiagem tivesse um cheiro mais forte então.

Quando tinha uns 10-11 anos, eu até escrevi uma declaração dizendo que odiava maquiagem e que NUNCA iria me maquiar, porque era perda de tempo. Até assinei, minha mãe achou graça (deve ter pensado, minha filha... not gonna happen) e chegamos a guardar esse papel.

Eu fui uma adolescente meio criançona e tive amigas assim. Para vc ter uma idéia, comecei a fazer unha com uns 22-23 anos. Sobrancelha com uns 25-6 e PASME só me maqueio direito e direto desde ano passado.

Credo, me sinto uma alien...

Depois dos meus 25, a única coisa que eu passava era Bronzing Powder da MAC. Como sou bem branquinha, passava ela no rosto inteiro e me achava a bronzeada. As pessoas se acostumaram e estranhavam quando me viam sem (tá doente??)

Do Bronzing fui pra Blush (MAC... duh...), Blot, Fluidline...

Mas aos meus 31 anos o meu make ainda era levissimo quase nada. Me achava bonita, linda, mais que Bunchen ou qq mortal.. A minha sorte é que, por ter mãe vaidosa, os cremes passei sempre. Porque idolatrava ter uma pele boa que nem a dela. Desde os meus 20 anos, passo meus cremes religiosamente (Tonico+hidratante facial+ creme para a área dos olhos+ creme noturno). E hoje, me orgulho em não ter nenhuma ruga e uma pele viçosa (hahahaha). Também, imagine gastar toda essa grana e não ter resultado nenhum...

Voltando ao assunto (repararam que toda mulher é meio esquizofrenica no seu raciocinio? A mulher muda de um assunto para o outro sem aviso prévio nenhum... O pior é que a amiga entende e acompanha, enquanto maridos e namorados ficam confusos e carentes de uns medicamentos tarja preta para poder acompanhar... hahaha)

Voltando, again, só me ingressei ao make completo com 31 anos. Porque um dia, eu me olhei no espelho e me achei horrível!!! A pele totalmente não-uniforme, cara abatida, olheiras... De repente, o espelho me acusava de forma cruel e gritava PÕE UMA MAQUIAGEM AE, MINHA FILHA ----!!!!

Demorou pra a ficha cair, mas quando caiu... que choque

Agora me sinto uma Fiona quando saio sem make (mto raro). Alguns dias fico sem make para preservar a integridade da minha pele sensível, saio disfarçada de óculos, me sinto um xxx, fico com medo de encontrar conhecidos na rua (o pior é que sempre encontra) e me sinto despreparada para enfrentar o mundo.

Mas com make completo, ainda naqueles dias que vc se olha no espelho e se acha exitosa, sinto-me uma outra mulher, poderosa, lindona, pronta para o que der e vier... Vai entender cabeça de mulher, ne?

Vou escrever o que uso agora, assim poderei comparar alguns anos depois...

De manhã, lavo o rosto com sabonete líquido Dior, passo tonico da Clinique (o meu roxinho eterno), aplico creme para a área dos olhos da linha Termal da Vichy e hidratante da mesma linha.

Deixo secar um pouco enquanto tomo café da manhã...

E lá vai

Base Diorsnow ou Strobe MAC ou Primer ++50 MAC
Base Clarins ou Dior Nude skin
Corretivo Lemonaid Benefit pra olheira
Corretivo All about eyes Clinique
Sombra cremosa beige com brilho Dior
Sombra do dia (depende do meu humor, mas i am into Pigment Melon MAC ou roxinho da paletinha do MAC)
Fluidline (into Blacktrack in the moment)
Sombra preta Montblack MAC (so into smoked eyes)
Lápis preto Urban Decay
Curvex Shu
Máscara Dior Show
Lápis Nyx Charcoal para sobrancelha
Pó Mineralized MAC
Bronzing Powder MAC para contornar o rosto e só dar alto relevo (pois blush tá demodé)
Iluminador Benefit ou Shu
Batom Hue MAC (da troca no MAC... lovin it)

E? ACABOU... Nossa, quanta coisa que eu passo... E quanta coisa do MAC...

Mas tudo isso não leva mais do que 20 minutos, no máximo. Claro que quando tenho mais tempo, demoro mais, capricho, olho os poros....

E saio de casa me achando a deusa impecavel... hahahaha...

A minha mãe até comentou esses dias, lembra daquela declaração? Falou que não ia se maquiar e hoje, gasta horrores com maquiagem...

Tive que corrigi-la, não só make, pois cremes são um outro assunto... Esse assunto sou expert... Tb, quase 13 anos... Não tem como não ser expert...

Nossa, cansou escrever tudo isso... Mas, é um ritual que toda mulher deveria fazer. Sentir-se bem consigo mesma, sabe? Odeio mulheres largadonas que não se cuidam. Acho que mulher nasceu para se embelezar um pouco... pelo menos..

Fútil, eu?

Respondo assim com paráfrase- as feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental.

E agora vou aplicar uma máscara facial de hidratação, que sinto a minha pele seca..

Au revoir

A mulher desiludida

Acabei o meu livro de janeiro - A mulher desiludida da Mme Beauvoir. Eu tenho esse livro da coleção de Folha SP faz mto tempo, mas ainda não tinha lido.. Preciso ler mais... Mas com a correria do dia a dia, a minha resolção foi ler um livro (ao menos) por mës. E o meu marido, que curte me presentear sempre, compra um livro mensalmente, as vezes, peço algo especifico e outras, ele descobre umas joias e me traz. Foi assim que conheci Muriel Barbery.

Bom, voltando ao assunto do mes, acho que é um livro que retrata o perfil da mulher francesa do então, da época da Simone. As mulheres são totalmente dependentes do cotidiano (homem e filhos) e meio que não sabem viver sozinhas ou tocar uma vida própria. Como a Simone era pra frentex (acho que ainda para os dias de hoje ela o seria), descreve essa realidade com precisão e um tanto de ironia e desprezo.. Eu, leitora, me envolvi completamente com a história (qq mulher casada ficaria com mta raiva) e fiquei com vontade de esganar o personagem masculino, o Maurice.

O enredo é... Um casal intelectual e tranquilo com duas filhas grandes já e 22 anos de casamento vive a sua vida até que... o marido (Maurice) revela ter uma amante que vai contra todos os princípios que o casal cultivou durante a sua vida (aquela coisa de frances de ser chique, anti-moda, anti-futil, anti-consumista, anti-material... etc etc... Toda aquela pretensão francesa). A esposa, por achar que é apenas um caso, vai tolerando até que ele a deixa definitivamente.

As últimas páginas são as mais marcantes, pelo menos para mim. A Monique (esposa traída) volta de uma viagem de EUA (onde mora uma das suas filhas), e o Maurice já tirou todos os seus pertences do ape onde moravam juntos. Ela volta, senta no living room, olha para as portas fechadas do quarto e do escritório. Ela pensa que ao abrir essas portas, se dará de cara com o futuro e pensa TENHO MEDO. E assim termina o livro com a frase TENHO MEDO.

Acompanhar a Monique no seu processo multifacetado de dor é um tanto penoso, pois sou daquelas que se envolve ao ler algo. O objeto em questão não é (ao meu ver) só o casamento, marido ou filhas. Ela questiona toda a sua vida e existencia. A sua própria PESSOA, ser, que foi se aniquilando com o passar do tempo.

Quando ela pára de se definir circunstancialmente, a verdade ameaça surgir. E aí, ela termina o livro dizendo TENHO MEDO.

TENHO MEDO.

Tenho medo de sentir o que a Monique sentiu, aliás, o que a Simone sentiu (eu acho que ela sentiu, porque não seria possível descrever algo tão íntimo sem ter passado por isso) um dia na minha vida. Por mais que eu tente, não é possível me auto definir sem base nas circunstancia nenhuma.

Sou filha de alguém, irmã de alguém, esposa de alguém, amiga de alguém... por aí vai.

Se eu me despir de toda circustancia, o que serei eu... quem serei eu...

Como uma boa cristã, entra agora a definição de dignidade e preciosidade. Mas, se eu me despir disso também, onde chego...


Poxa, fosforilação total... Viajei até a quintá dimensão...

Mas, para mim esta é a pergunta que a Simone de Beauvoir deixa para toda leitora. E o mais engraçado é que ela já deixa a resposta dela (e talvez a nossa também) - TENHO MEDO.

Medo do desconhecido, medo do não-revelado, medo de não ser revelado...

Assim foi o meu livro de janeiro...

Au revoir

domingo, 24 de janeiro de 2010

O nome do blog, claro...

O nome deste modesto blog é viebliotheque... É um neologismo que eu inventei entre vie+bibliotheque... A intenção era dizer, tipo, biblioteca da minha vida, onde posso consultar qualquer livro ou capítulo da minha vida (geeente, a pessoa aqui viaja...)

E em francês porque sou fascinada por esse idioma tão lindo... Pessoalmente, acho que é o idioma mais sonoro que existe neste mundo. Estive em Paris algumas vezes, sou fascinada pela cidade e até cheguei a estudar o idioma sozinha (os cursos muito caros...), o que pretendo retomar neste ano de 2010. Também pretendo voltar a torre Eiffel ainda neste ano, se Deus quiser...

O meu sonho é morar em Paris. Um pouco de escapismo da minha realidade... Não que a minha realidade não seja boa, mas a vida cansa um pouco a gente... Acho que todo adulto moderno sonha em viver sem responsa nenhuma... que sonho... hahahaha

Não faço idéia de quem vá ler este meu humilde blog.. Mas, se você for ler, saiba que não é nada a ser levado a sério, apenas o registro de páginas e parágrafos de uma mulher de 32 anos...

Afinal, não se pode levar tudo a sério...

Au revoir

O primeiro post

O primeiro post do meu primeiro blog...

O que eu pretendo com este blog é apenas escrever meus pensamentos, devaneios, futilidades, ou seja, todas essas coisinhas que se passa na minha vida e cabecinha... Talvez substituir meus caderninhos de diário para poder registrar as coisas que tenho medo de que desapareçam com o tempo.

E tudo começa... hoje!!! Yehhhhh...