sábado, 20 de novembro de 2010

Teorias de How To

Sempre fui muito taxativa e teórica sobre os acontecimentos da vida e a vida em si. Não que eu cumpra as minhas expectativas, porque estou muito mas muito longe de bater essa cota alta. Mas sinto que, com o passar dos anos, estou perdendo (graças a Deus) um pouco as teorias de How To...something.

Talvez porque as minhas teorias nem sempre, cof cof, QUASE NUNCA funcionam e é cansativo traçar um futuro incerto e ficar tentando realizar algo abstrato. Os conceitos construídos não são nada mais do que os próximos alvos a serem batidos e derrubados.

Em fim, não há como definir a vida entre preto e branco. A vida é mais pra um cinza, e há um zilhão de cores e nuances nessa cor, razão por qual ela deixa de ser arbitrária e passa a expressar uma individualidade (terrível, as vezes).

Definir a vida ou a felicidade, ou a ilusão de ter se alcançado algo talvez seja irrisório. Pois a graça da coisa é o ser humano se perder entre-nas ilusões e tirar conclusões precipitadas, que serão derrubadas por ele mesmo num momento posterior.

Como taxar ou rotular ou teorizar algo que não tem uma amostra? Quem pode dizer que uma vida é mais valiosa que outra? Sim, podemos, em primeira e muito superfluo instancia, utilizar padrões do tipo dinheiro, posses, honras, títulos, profissão, filhos... Muito superficial? Sim, então vamos mais a fundo: religião, amizades, relacionamentos... Um pouco mais embaixo: personalidade, temperamento, índole...

Nenhum dos elementos acima me parece satisfatório para servir de ponto de partida nessa definição que tento (pensei em ter acabado já) fazer sobre a VIDA.

Vida. Afinal o que é isso...

Se eu pensava que ia ficar mais sábia com idade (pretensão é uma das minha qualidades inerentes), provo o contrário aos meus 33 anos. Talvez eu saiba até menos, tenha menos convicções, certezas e conceitos.

E assim continuarei provando, ano após ano.

E embora eu tenha vontade de trucidar o mundo as vezes (muitas vezes), chego a conclusão de que a vida merece ser vivida com intensidade e paixão. Porque é única e curta. Porque é uma dádiva que mal sabemos quando vai tirada de nós. Porque, justamente, não sabemos do que se trata e essa é a graça, talvez.

Incerteza e insegurança talvez sejam maiores qualidades vitais.

Tenho vontade de inserir mais intensidade no meu viver, embora não saiba como fazer.
Viverei, dia após dia, tentando me lembrar disto tudo.

Parei de tentar definir. Mas esse próprio parar de tentar seja o início de construção de uma outra teoria, que talvez seja mais libertina e menos rotuladora.

Juro que estou sóbria ao escrever este post. Ha-ha-ha.

Agora que me jogo na música que tá tocando, dou-me conta de que cinza é uma das minhas cores favoritas.. Talvez A FAVORITA. Funny huh...


E penso, talvez a vida nem seja tão grande coisa... É só isso mesmo...


Au revoir, que vou tentar ouvir a música tocando e dançar de acordo.

Talvez toque La vie en rose, em alguns tempos

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