Sou uma pessoa preconceituosa. Admito. Não adianta negar um fato tão cabal assim. Tento não ser, abrir a minha cabeça, mente e talz... Mas sou preconceituosa.
Um dos preconceitos que manifesto diariamente é contra as pessoas que colocam adesivo no carro: seja de Virgem Maria, ou aquela da família feliz, ou bichinhos... Se vc estiver atrás de um desses carros, saia de trás pq 157387% de certeza de que o motorista será barbeiro.
Deixo claro que os adesivos de deficiente não estão em questão. Esses são motoristas normais.
Mas as pessoas que gostam de empiriquitar o carro com esses adesivos são demais!! Normalmente são lentos, embassados e fazm vc perder o farol (e eles passam, mas vc fica). Cortam a sua frente, te fecham... cometem atrocidades com o veículo e te mostram aquele adesivo.
Quando é de família, causa-me mais raiva. Hoje em dia, fazem adesivo até dos peixinho no aquário! Pai, mãe, filhinhos, cachorro, peixinho... o que mais vem por aí, borboletas, cobras, iguanas e hamsters?
Li em algum revista (ou jornal, não lembro pois a minha memória é de peixinho dourado em alguns casos) que uma psicóloga defende que esse fenomeno de adesivo de família é descorrente de uma crise de identidade. O ser humano tem auto estima tão baixa que quer colocar adesivo para se definir perante a sociedade e bla bla bla.
Putz, fala sério. Se isso é crise de identidade, que tal aquela moda que todo calouro colocava adesivo de faculdade no carro? Eu mesma andava com USP gigante no vidro traseiro do meu Corsa 95, vinho, 2 portas (afe...), sem direção e sem ar. Super equipado, aliás esse carro. Lembro que, depois da aula, pegava o carro ardendo no estacionamento descoberto da facu, girava freneticamente o volante que me causava queimaduras na mão, com toda experiencia de 2 semanas de direção e saia com toda classe suando litros de juventude por todos os poros dilatados da minha epiderme.
Tudo bem que era o meu primeiro carro, mas sem ar e sem direção ninguém merece. Coisas que só eram possíveis também quando era permitido uma mulher andar de vidros abertos na cidade.
Tá. Essa moda de nome de facu já passou. Mas todos que fizeram facú na década dos 90 já tiveram um adesivo desses. Quer dizer que houve uma epidemia de crise de identidade nesse tempo?
Discordo, pois cada um acha o que quer de tudo, dessa psicóloga.
Pois, as vezes, um "ai, que bonitinho" basta.
E convenhamos, o cara que inventou esse adesivo da família deve ganhar mó grana. Deve ter patenteado a idéia, porque o povo gostou e aderiu.
Mas, voltando ao assunto,
os motoristas desses veículos adornados são barbeiros!!!!! Sai da frente e de trás!!!
Admito mais uma vez, sou preconceituosa sim.
E, se, futuramente algum leitor deste blog tiver um desses... Sorry. É só a minha opinião e vc não precisa concordar. Mas eu acho.
E por isso, todos os dias, visualizo um adesivo de longe e passo beeeeem longe. Que a sua família seja muito feliz, com seus gatos e peixes, mas longe de mim. Que a sua fé se fortifique a cada dia mais, mas que a minha (im)paciencia não seja o alvo da provação.
Mas uma fato me assusta: a cada dia, parece que esses veículos se procriam e abundam as ruas e avenidas. Será que seremos tomados? Argh..
Enquanto esse massacre não acontece, vou me desviando... pra direita e esquerda...
Au revoir
quarta-feira, 30 de março de 2011
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