A minha alma vagueia mundo afora.
Ela deixa pra trás qualquer vestígio de realidade ou verossimilhança e vagueia.
Ela brinca de esconde-esconde entre as estátuas de Bourgeois de Calais e Le penseur.
Ela toma um sol esticada nos bancos de jardim de Louvre.
Ela corre desapercebida pela multidão na Champs E.
Ela brinca de ficar contra o vendo as margens do Sena.
Ela dá de subir as escadas da torre e se congela de medo no meio dos degraus.
Ela toma um café amargo numa esquina e ve o tempo passar.
Ela se perde entre as pinceladas de Renoir e Van Gogh.
Ela dá risadas no carrossel.
Ela se sente acolhida no abraço de Sacre Coeur.
Ela flana, simplesmente, por aí, sem noção de tempo ou espaço.
Au revoir
terça-feira, 26 de outubro de 2010
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