terça-feira, 26 de outubro de 2010

A minha alma flana e vagueia

A minha alma vagueia mundo afora.

Ela deixa pra trás qualquer vestígio de realidade ou verossimilhança e vagueia.

Ela brinca de esconde-esconde entre as estátuas de Bourgeois de Calais e Le penseur.

Ela toma um sol esticada nos bancos de jardim de Louvre.

Ela corre desapercebida pela multidão na Champs E.

Ela brinca de ficar contra o vendo as margens do Sena.

Ela dá de subir as escadas da torre e se congela de medo no meio dos degraus.

Ela toma um café amargo numa esquina e ve o tempo passar.

Ela se perde entre as pinceladas de Renoir e Van Gogh.

Ela dá risadas no carrossel.

Ela se sente acolhida no abraço de Sacre Coeur.


Ela flana, simplesmente, por aí, sem noção de tempo ou espaço.


Au revoir

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