domingo, 6 de fevereiro de 2011

O retrato do calor

Um calorão daqueles... Não há nada que resista a esta temperatura, nem boa ou má índole. Vontade de viver no pólo norte invade loucamente o seu coração. As solas do pé e as palmas das mãos estão quentes.

Encosta-os no chão para um alívio fugaz. O chão cede a sua temperatura com muita rapidez. Muda 5cm para o leste, e depois, para o oeste. Tudo é fugaz. Não há nada que possa apagar este calor.

A noite caminha ao seu pico. Mas o calor do dia parece permanecer entre as estrelas e nuvens, estes que não cumpriram a sua promessa refrescante.

Os minutos, os segundos passam... Nada de frescura.

O ser humano se irrita, lava as mãos, fica mais inquieto, bebe algo gelado... Mas tudo parece acentuar o calor que teima em fincar os pés no centro do seu ser.

A chuva é esperada. Chuva é problema para uns e refresco para os outros. O ser humano revela a sua verdadeira face- a egoísta e pede por uma tempestade que lhe venha acalmar os poros fumegantes.

O calor é psicológico...pensa. Mas logo esta premissa se revela falsa. O calor é algo real e físico, manda-se ao espaço o ser bendito que diz algo assim.

Calor, calor, calor...

O ser humano se irrita com tudo e todos. O retrato do calor continua e a noite se adentra...

Assim é fevereiro.

Au revoir

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